15 maio 2009
Agradecimentos a UBE e Editora Thomas Nelson
14 maio 2009
Tempo de Deus
Recentemente fui chamado de Xiita, devido meu radicalismo. Creio não ser tão radical assim, costumo dialogar bastante, estudar bastante e pesquisar ainda mais. Quando me peguntam sobre céu e inferno, costumo responder que não sei se realmente estão lá onde todos dizem. Acredito que o Universo passou realmente a existir a partir do Big Bang, mas que Deus impulsionou este fenomeno, e que os seis dias em que o mundo foi criado, podem ser substituídos por alguns bilhões de outros anos diante da linguagem figurativa encontrada no livro de Gênesis. Faz um tempo que passei a pensar que a Nova Jerusalém, e os Novos Céus e a Nova Terra, seriam nada mais que uma transformação ética do ser humano através do Evangelho de Jesus, que uma substituição física do mesmo.Dá pra chamar um cara desse de radical? Acho que não! Apenas interpreto o que leio e dialogo comigo mesmo. Quando pensamos, interrogamos, sugerimos e até duvidamos. Por isso comecei a duvidar se alguns cântcos que estamos cantando em nossas Igrejas, realmente são inspirados por Deus. Creio que cabe esta indagação e vou apontar, hoje somente um. Este me dá profundo arrepio, não de alegria, mas confesso que de raiva, quando o ministro anuncia.Veja só se Deus inspiraria frases como estas: "HOJE o meu milagre vai chegar" , "Me dá vitória NESSA hora". Peço desculpas a quem gosta do mesmo, mas quem o escreveu se esqueceu ou nunca leu, e se leu não entendeu a clareza do Capítulo 3 de Eclesiastes que diz em seu primeiro versículo: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu"Lendo isso só me resta descansar no Senhor, fazer sua obra e viver a sua vontade. Peço a ele bençãos, e de graça recebo, e quando não recebo, entendo que não faz parte do seu propósito. Posso levar tempo para entender, mas preciso ter esta consciência.Noto que a Igreja canta esta música como uma terapia de grupo, proclamando que HOJE e NESSA HORA Deus vai abençoar, Deus vai dar, vai abrir as comportas do Céu e vai dar tudo o que eles querem e precisam. Será que isso vai realmente acontecer naquele momento?Vejo alguns irmãos ficando decepcionados pois a mais ou menos três anos cantam essa música e nada muda. Notem que estas declarações atrapalham a percepção das pessoas quanto ao agir de Deus, e as mesmas a cada dia vão crendo mais em correntes, em orações de poder do que no próprio Deus que lhe é íntimo e lhe ouve a qualquer hora. Em contrapartida alguns espertalhões se dão bem com isso, vendendo CDs, fazendo campanhas, etc...Em pleno século 21, com o avanço imenso do pensamento e da tecnologia,onde o homem se declara tão livre, o mesmo se torna escravo de fanfarrões e indulgentes. Confesso que por algumas ocasiões acho que estamos voltando aos tempos medievais, onde "os mais íntimos de Deus", cobravam para abençoar, vendiam lugares no céu, etc.Onde tudo isso vai parar? Jesus expulsou os mercadores do templo, mas hoje nós os convidamos para entrar.
13 maio 2009
O poder dos anjos - Larry Keefauver
11 maio 2009
Não há como adorar...

NÃO HÁ COMO ADORAR
SEM TER COMPAIXÃO PELOS PERDIDOS
EU TE ADORAREI, SENHOR
SENTINDO A DOR QUE TENS
PELAS NAÇÕES
NÃO ME CALAREI, PROFETIZAREI
ATÉ VER A TERRA CHEIA DA TUA GLÓRIA
DÁ-ME, Ó SENHOR TODAS AS NAÇÕES
DÁ-ME, Ó SENHOR TODAS AS NAÇÕES
SARA Ó SENHOR TODAS AS NAÇÕES
SARA, Ó SENHOR ESSE É O MEU CLAMOR
LEVA-ME ONDE MEU CORAÇÃO DESEJA IR
DÁ-ME Ó SENHOR A MINHA NAÇÃO
DA-ME Ó SENHOR A MINHA NAÇÃO
SARA Ó SENHOR A MINHA NAÇÃO
SARA Ó SENHOR ESSE É O MEU CLAMOR
Não há como adorar sem ter compaixão pelos perdidos, essa frase entrou certeira no meu coração ao ouvir esta canção. Não sei quantos de vocês já entraram numa comunidade carente,mas sei bem o que essa estrofe quer dizer... Certa vez eu estava numa comunidade chamada Muquiço, em Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, e lá fazíamos um trabalho de evangelismo... Eu estava com um pessoal da Igreja Congregacional de Bento Ribeiro... Com uma banda de percussão adorávamos ao Rei dos Reis... Rodeados pelo tráfico... Que em um instante... Pediu para que tocássemos uma canção... E o Chefão parou... E ficou a nos observar... Um moço novo... Beirando os 25... Com um fuzil atravessado no peito... Ele prestando a atenção... E a gente cantando... E tocando percussão... E dançando... E aqueles homens que nos dão medo só de olhar nos observando... O tráfico parou permitindo que a glória do Senhor entrasse naquele lugar... E o Espírito Santo foi pedindo licença para entrar em cada coração... E muitos diziam querer sair daquela vida... Mas tinham medo de morrer se saíssem... Alguns jogaram seus cigarros de maconha no chão e pediam oração... As lágrimas escorriam pelo meu rosto... NÃO HÁ COMO ADORAR SEM TER COMPAIXÃO PELOS PERDIDOS... NÃO HÁ COMO ADORAR SEM TER COMPAIXÃO PELOS PERDIDOS... Não me canso de cantar essa estrofe... NÃO HÁ COMO ADORAR SEM TER COMPAIXÃO PELOS PERDIDOS... ALELUIAAA! Às vezes vejo pessoas correndo atrás de milagres e milagres... E existem igrejas especializadas em milagres... Perdoem-me irmãos pelos que vou dizer a seguir... Milagres acontecem até nos terreiros de macumba... Já dizia aquela frase bem conhecida... TRAGO A PESSOA AMADA EM 5 DIAS... Existem igrejas especializadas no conhecimento da palavra de Deus... Existem igrejas especializadas na “adoração”... Existem igrejas do fogo... Da revelação... Existem igrejas especializadas em retirar o capetão(foi só pra rimar rs)... Mas estão em falta às igrejas especializadas em compaixão! De que me adiantar falar meia dúzia de palavras bonitas a Deus... E não ter compaixão pelos perdidos?por aqueles que estão mendigando o pão... pelos povos não alcançados? Pelos seu irmão da sua congregação... Deus se manifesta através dos milagres que faz em meio do seu povo... Eu creio em milagres... mas ele não é um fim em si mesmo... Deus não nos quer adoradores de suas mãos... viciados em milagres... Ele quer somente o nosso coração... que nos especializemos em seu amor... Que assim como tocastes o meu coração naquele dia no Moquiço... Que o nosso coração seja tocado pelo grande Deus... Que consigamos amar a todos sem restrição... Queremos sim Senhor nos especializar na tua compaixão... Por que é disto que é feita a tua verdadeira religião!
Quem tem ouvidos ouça!
Fonte da música: Som de Davi – Esse é o meu clamor – faixa 1
Por July Sanper.
10 maio 2009
Beijando a face de Deus - Sam Hynn
Existe um gesto que demonstra o quanto apreciamos alguém, ou o quanto desejamos ser íntimos de uma pessoa. O beijo é uma expressão carinhosa de afeto. O plano de Deus era ter um relacionamento íntimo e pessoal com a sua criatura. O homem rejeitou essa escolha e resolveu viver independente do seu criador. Escolheu o caminho mais difícil e hoje vive as conseqüências dessa opção. Deus não desistiu do homem. Através do sacrifício de Jesus prova que o seu amor pela humanidade permanece o mesmo. Quando o homem se depara com essa revelação, não consegue resistir a tão grande amor. Surge nele um enorme desejo de se reaproximar do seu criador. Passa a entender que foi criado para se relacionar com Deus. E entende que cada dia pode se tornar novo, se cultivar a intimidade que Deus deseja ter com ele. Em Beijando a Face de Deus você vai entender como esse processo acontece. Vai aprender que através da adoração expressamos o desejo de intimidade com Deus. Porém, muito mais do que a sua adoração, Deus quer você!
09 maio 2009
Cristo Salva
Jesus pode salvar televangelistas, pastores, apóstolos e bispos. Ninguém deve considerar os famosos pelegos da fé irremediavelmente perdidos. Cristo salvou Nicodemos, Zaqueu, Saulo de Tarso. Todos são amados de Deus, inclusive pilantras paramentados. Os cínicos de colarinho clerical também podem herdar o Paraíso. A pergunta é: como?
Salvação chegará à casa do religioso que se dispor a calçar as sandálias do pobre. Os palavrórios idealizados se esvaziariam caso os sacerdotes fossem obrigados a esperar por atendimento, sentados nos bancos duros dos ambulatórios médicos públicos. Será que os evangelistas engravatados imaginam o drama de uma mãe solteira, negra e subempregada? A dor de não achar uma creche para deixar o filho e poder trabalhar?
Qual deles estaria disposto a viver, só por um mês, a sorte de milhões de pais que enterraram o filho em uma cova rasa? Quantos já viram a familia dormir com fome? Será que imaginam o beco sem saída da exclusão social? Tratam a sorte de tantos levianamente. Dá para suspeitar que embarcaram no carreirismo religioso só para escapar da marginalização econômica.
Cristo salva o pastor que for sensível com os que se angustiam nas seções de hemodiálise; junto com famílias que aguardam transplante de pulmão; nas clínicas de fisioterapia, onde mutilados e paraplégicos reaprendem a andar; nas Unidades de Tratamento Intensivo dos hospitais infantis, onde crianças cancerosas precisam ser amarradas para receber quimioterapia.
Os que vivem da grandiloquência do discurso dogmático podem ser resgatados caso aprendam a solidarizar-se com refugiados de guerra ou de desastres; se souberem valorizar o esforço dos Médicos sem Fronteira, que cuidam dos miseráveis em Darfur. Enquanto os sacerdotes tagalerarem doutrinas que, no máximo, produzem prosélitos, condenam a si e os seus seguidores a um inferno duplamente aquecido.
Jesus pode libertar os televangelistas, mas é necessário que eles tenham escrupulos de não expoliar os motoboys que arriscam a vida para ganhar um salário minguado; as empregadas domésticas que se submetem aos caprichos da madame da classe média; os carvoeiros que vivem na boca de fornalha para fazerem o carvão do churrasco do restaurante de luxo; as enfermeiras que enfrentam plantões insones. Se continuarem a propagandear superstições ilusórias, não passam de cegos guiando outros cegos rumo ao abismo. Deles é o Reino do Mofino.
Entretanto, Deus não tem prazer na perdição dos sacerdotes. O Senhor insiste: “Eis que estou à porta e bato”; “O juízo começa pela casa do Senhor”. Ofereço meu conselho para quem se diz ungido: arrependa-se e volte para Deus, que é rico em misericórdia. Você precisa ser salvo.
Soli Deo Gloria
Ricardo Gondim via PavaBlog
07 maio 2009
A voz profética - Ricardo Robortella
Ricardo Robortella emerge como uma voz profética para a nação do Brasil. Ele é unicamente qualificado para escrever um livro como este devido a sua ampla perspectiva, resultado de inúmeras viagens ao redor desta nação. Ele vê o que poucos de nós vemos. Ele ouve o que pouco de nós ouvimos. Robortella tem levado adiante com firme convicção sua visão profética para o futuro do Brasil, incluindo a grande colheita de almas que se aproxima, quando milhões de brasileiros serão trazidos repentinamente para o reino de Deus. É com grande entusiasmo que eu recomendo este livro a você (Dan Duke – Ministério Uma Chamada para as Nações)
Ter uma visão profética é ver o ponto de vista de Deus. Ser uma voz profética é estar disposto a se dar (dar a própria vida) a essa visão, sem temer os homens, mas amando-os com o amor de Deus, para que somente Jesus seja exaltado. (Nívea Soares – Ministério Nívea Soares)
De um coração visionário, forjado em anos de experiência e obediência, Ricardo realça “como fazer” o que ele já vive no profético. A Igreja Brasileira está a um passo do que Deus está fazendo nas nações. Você conhecerá também a história do Clamor e será encorajado a ouvir a voz profética do nosso tempo. Recomendo este livro como o que “precisa ser lido” e sou grato a Deus mais uma vez pela submissão do Clamor pelas Nações ao Espírito Santo. (Thomas S. Padley – Aliança das Igrejas Para Restauração)
Os três requisitos para se tornar discípulo de Jesus
A luz da Palavra de Deus, encontramos em diversas de suas passagens, alguns outros requisitos para tornar-se um discípulo de Jesus. Essas mesmas passagens nos mostram que Jesus era acompanhado na maioria das suas aparições, por grandes multidões, para isso basta lembrar que Jesus alimentou cinco mil homens , que Zaqueu para enxerga-Lo teve que subir numa árvore e que a mulher do fluxo de sangue teve que tocar na orla das vestes de Jesus, porque tenho a certeza que Jesus a receberia independentemente de sua enfermidade ou pecado, mas consigo compreender o tamanho do obstáculo cultural e físico que ela teve somente para tocar nas vestes do Mestre, sem mencionar nenhuma palavra sequer.Tendo em vista esses relatos da Bíblia Sagrada podemos ver que nosso Mestre era acompanhado quase sempre por multidões que queriam receber dele algo diferente, queriam conhecer aquele sujeito que fazia milagres e que se auto intitulava, o Rei dos Judeus. Sua fama percorreu por toda aquela região e seus confins. Mas o Mestre como que numa proposta atemporal buscava e busca até hoje, não somente seguidores curiosos, ou apenas sedentos de milagres imediatos, mas discípulos, que tenham sua vida marcada por querer imita-lo, por querer cumprir sua vontade independente e inegociavelmente a qualquer valor desta vida.O primeiro requisito que é citado no evangelho de Mateus é que para ser discípulo o candidato deve negar a si mesmo. Nesse sentido a indagação flui de modo a questionar como poderia eu, negar a mim mesmo?Vivo em mundo tão individualista, exemplo disso é quando tomo um transporte coletivo e olho a minha volta, vejo cada um com seus fones de ouvido conectados a seus MP3 ou celulares. A viagem segue, estão todos ali, para cumprir o mesmo trajeto, certamente fazem isso todos os dias juntos, mas não se conhecem. Como eu me negaria tendo tantas opções para me satisfazer, tantos shoppings centers, tantas diversidades de escolha, cada uma mais personalizada, ninguém quer ser igual a ninguém, todos querem ser vip e ter tudo na velocidade do fast-food!Como eu cidadão deste mundo moderno, poderia negar a mim mesmo diante de tudo isso? Fico a pensar que negar a si mesmo é ter uma causa maior, é conhecer uma causa maior e se sentir parte dela. Vemos que hoje em dia somos muito mais multidão que discípulos. Certa vez ,o Pastor Ed René Kivitz em um de seus bem escritos artigos, afirma que em seu auditório de todos os domingos, as pessoas não estão mais ali para saber como agradar a Deus ou como testemunhar de Seu amor , mas como membros de uma sociedade voltada para si mesma, para seus prazeres e vontades, se encontram naquele local para ouvir do Pastor uma mensagem hedonistica ensinando a viver bem nesta terra. Esperam uma mensagem que lhes forneça alguns breves passos para a conquista de algum bem ou patrimônio, ou até mesmo para multiplicá-los. Vejamos, pois, que nos encontramos nos templos para buscar nossos milagres e esquecemos do bem comunitário que é a salvação em Cristo. Para negar a si mesmo é necessário pensar no coletivo, é buscar de Deus maneiras para cuidar do seu irmão, para buscar um bem comum, dividir com o próximo o bem maior que Deus me deu, que é a vida eterna e deixar de lado a expectativa se Seu milagre vai chegar ou não. Milagre maior é a vida eterna. Sendo assim creio que negar a si mesmo seria buscar de Deus, o bem para o próximo, aniquilando minha individualidade.O segundo requisito seria tomar a sua cruz e segui-lo. Quando Jesus diz: “Tome sua cruz” logo imaginamos novamente cada um carregando uma cruz, pois ele pronuncia Tome e não tomem. Mas aquele que quer ser discípulo de verdade entende que a cruz é uma só e quando Ele diz para cada um: Tome a sua cruz, Ele imagina todos nós carregando a cruz juntos! Amado, carregar a Cruz de Cristo é mais uma vez, uma atitude voltada para o coletivo. Mas o que seria carregar a cruz? Imagino que carregar a cruz de cristo, seria lembrar a todo o momento do sacrifício feito por mim, e se por onde eu for, eu carregar esta cruz, não só eu mas todos que me observarem verão também este sacrifício. Alguns entendem que carregar a cruz de cristo é um certo ativismo religioso. Tendo a percepção anterior como parâmetro vejo que esta é a verdadeira marca da promessa. È carregar consigo o símbolo daquilo que me salvou e me deu a vida eterna. Sendo assim, devemos juntos carregar esta marca.O Terceiro requisito seria seguir. Verificamos neste texto que muitos seguiam a Jesus, mas não eram seus discípulos. Jesus quer que o sigamos no sentido de ser como ele, seguir seus valores que são eternos, entendendo profundamente o que ele quer de nós, buscando e desenvolvendo uma vida íntima com Deus. Seguir a Cristo, carregando sua cruz, negando a si mesmo traz a nós uma visão muito mais ampla daquilo que é o Reino de Deus. Quando temos nossa aliança com Deus firmadas nesses três pilares começamos a caminhar no sentido da obra que ele tem confiado em nossas mãos. Fazer tudo isso é nada mais que entender que precisamos estar juntos, pois um discípulo não sobrevive sozinho, precisamos multiplicar em número e em qualidade. Discípulos fazem discípulos, seguidores constroem decepcionados.
05 maio 2009
A Religião dos sem religião
O Termo religião se origina do latim “religare” que significa religar. Religar o homem a Deus, trazer a tona o relacionamento que se perdeu, de um homem vazio com seu Criador. Pode-se assim dizer que esta foi a maneira mais adequada para tal reconciliação. No dicionário Aurélio encontramos a seguinte definição para Religião: 1.Crença na existência de força ou forças sobrenaturais; 2. Manifestação de tal crença pela doutrina e ritual próprios; 3. Devoção. Desta maneira podemos observar Religião por alguns ângulos diferentes, que em seus intercruzamentos, vão trazer até nós a concepção que até hoje é de forma obscura interpretada.Trazendo tais definições para o Cristianismo de hoje, podemos analisar que os intercruzamentos acima mencionados acontecem sobremaneira a todo tempo. Já que usaremos o cristianismo como base de nosso estudo, vamos então procurar defini-lo para então seguir adiante e aprofundarmos. Segundo o mesmo dicionário, o popular Aurélio, Cristianismo define-se: O conjunto de religiões cristãs baseadas nos ensinamentos, pessoa e vida de Jesus Cristo. Em outra definição, concebida por John Stott, Doutor em Teologia e Pastor Evangélico, ele explicita que Cristianismo é o compromisso que temos com o Jesus ressurreto, reconhecendo sua vida como um projeto bem sucedido para a salvação do homem, uma obra redentora que permite um compromisso do homem integralmente com ele, entregando toda a nossa vida a Jesus.Numa análise de tudo, que por bases definitivas até agora podemos comprovar, é que com o passar do tempo, todas elas foram se cruzando, formando um verdadeiro emaranhado de pensamentos e verdades.Desde o período Medieval, chamado período das trevas onde a questão teocêntrica foi quebrada dando início ao período moderno com a ruptura de tais pensamentos pondo o homem no centro da fala do sofista Protágoras que o afirmava ser a medida de todas as coisas, tendo passado por Descartes entre outros modernistas, chegamos até hoje numa época chamada Pós Modernidade, onde nem mesmo Deus, ou o Homem ou Razão são pilares para conceber o mundo. Ou seja, passamos por inúmeros conceberes do Cristianismo até os dias de hoje. Na atualidade segundo o próprio John Sttot, verificamos uma geração afetada pelo pensamento pós moderno, com seus pilares fixados na secularização e relativização, levando a vida cristã hostil a Igreja e cordiais para com a pessoa de Jesus Cristo.Gravíssima esta afirmação na qual podemos constatar sua veracidade. Certamente esta geração a qual me incluo, pensa no amor pregado por Cristo, numa vida regida pelo respeito ao próximo e amizades consistentes com o homem em seu Ser Humano. Existe nos dias de hoje, um descontentamento muito grande com a Instituição Igreja de nosso tempo, como já mencionado anteriormente, o Cristianismo avançou durante séculos, sendo atribuído e atribuindo diversas intensidades, afetando e se deixando afetar, pelas diversas transformações do pensamento humano. Algo tão influente como o tal, não poderia passar imune as mesmas. Foram desenvolvidos durante este tempo, pensamentos mais revolucionários como o de Lutero, outros mais conservadores como o de Roma, mas nenhum se sobrepôs a desinstituição da fé, talvez quem tenha chegado mais próximo disto tenha sido o próprio Lutero, em sua luta contra o poderio de Roma e suas indulgências e a favor da livre interpretação bíblica, desta forma chegando assim mais próximo do individuo, em sua época é claro. Hoje não poderia deixar de citar o Pastor Ricardo Gondim, este que conseguiu, com sua definição arrumar meus pensamentos afirmando que Jesus não tratou Igreja como Instituição, mas como comunidade, Igreja são homens e mulheres com um nobre estilo de vida, verdadeiro, consistente que chegam a inspirar seus pares a glorificar a Deus. Porém a fé Institucionalizada prossegue, a mudança só ocorre na Instituição, e o ser humano permanece encaixotado numa relação com Deus moderada por algum CNPJ e estatutos que seguem a afirmar que cada um é o mais fiel a interpretar a Bíblia Sagrada.Dentre tantas institucionalizações de uma fé pregada por Jesus ser tão simples, logicamente alguém se cansaria de tudo isso. Sendo assim, volto a citar a geração hostil a Igreja e cordiais para com Jesus Cristo, geração esta que afirma não ter religião, mas que crê em Deus, geração que inclui cristão desgastados com esfera cristã em que viveram, onde seus líderes lhe ofereciam gaiolas enquanto Jesus, em seu Ministério nos ensina a ser livres. Vemos tantos pastores preocupados em equipar seus templos, que se esquecem de equipar os Santos, preocupam-se em obter títulos e acabam se esquecendo que não é ele mais que vive, mais Cristo em sua pessoa. Analiso os Congressos e vejo que na grande maioria dos conferencistas vão ali como mercadores, que transformam a palavra de Deus em mercadorias, outros criam até empresas para vender tudo isto, contando com “parcerias ministeriais” de sedentos que na verdade, deveriam ouvir tudo aquilo gratuitamente, pois não conheço um Jesus vendedor do Reino de Deus. Parece que voltamos aos tempos medievais, aquele tempo em que se vendiam Indulgências.Sendo um pouco drástico, naquela época pelo menos vendiam lugares no céu, hoje se vendem vidas prósperas aqui na Terra. As pessoas são a cada dia convencidas que a marca da promessa de vida abundante, porém terrena, é mais importante que a marca de discípulo de cristo, pregador do evangelho puro e simples.Diante destes fatos verificamos que tais pessoas, criaram uma nova Religião, a Religião dos sem Religião. Parece redundante mas não é. Estas pessoas tão machucadas e decepcionadas criaram para si, barreiras sobre tudo que se afirma vir de princípios religiosos, tentam voltar aquele Jesus que nada institucionalizou, homem simples que andava com pescadores, prostitutas, que pregava existir bons samaritanos e que seria impossível um cego guiar outro cego e que veio a este mundo para dar uma boa notícia que foi abafada por nós mesmos em nossas práticas cansativas e inconsistentes. Vivem a negar os princípios religiosos e ao mesmo tempo numa busca profunda de encontrar com seu criador. Toda criação geme por este momento, o momento do encontro com seu criador. Entendo que ainda maior que uma geração de hostis, existe uma geração de inconformados, geração que não aceita que o homem não se encontre com seu Deus, uma geração que tem o dever de levar a boa notícia, que tem a melhor forma de resistir a toda esta corrupção, que é apenas vivendo o que Jesus ensinou, apenas levantando os fracos, dando de beber aos que tem sede e não se aproveitar disso para se auto promover ou obter bens para esta vida. Vida com Deus é intimidade, é não esperar nada em troca, pois ser cristão é uma missão, devemos ter em nossa consciência que o nosso papel é veicular a palavra de Deus. Nossa missão é essa, levar o evangelho, e não nos vangloriar de nada e muito menos exigindo de Deus bens, porque somos servos e não podemos ser caudas, mas sim cabeça. Bem maior Jesus nos Deus, se dando em sacrifício vivo na cruz nos livrando da condenação eterna. O que mais você acha que deve cobrar de uma pessoa como esta? Devemos sim, tentar re-significar o evangelho esquecido por gerações. Transformar aqueles que afirmam não ter religião por estarem decepcionados com a Instituição. Afirmo que estes são mais honestos que muitos ditos cristãos, mas ao mesmo tempo, são servos em potencial que recebendo o treinamento adequado tornar-se-ão guerreiros que conhecem a guerra e que definem a coragem não num simples ato, mas em sua causa.
Irmao Andre fala sobre os muculmanos na Europa
"Precisamos ter uma atitude humilde, e o que eu faço, pessoalmente, é ir até os muçulmanos, como no Irã, Líbia e Hamas e pedir perdão a eles porque não os amamos como Jesus nos disse para fazer. Não os amamos o suficiente para ir e compartilhar Cristo com eles. Só os abandonamos na total solidão" diz o missionário.
"Penso que é nossa culpa não estar lá e sinto muito forte que essa é minha convicção pessoal. Então, quando chego até eles, não peço desculpas pelo comportamento ocidental, que é muito ruim, mas não é a questão. É um assunto pessoal. Jesus me mudou. Ele quer mudar vocês também. Somente uma pessoa transformada por Deus vai fazer a diferença nesse mundo e torná-lo melhor, pouco a pouco. Mas vamos começar em nós, e partimos daqui."
Segundo o Irmão André o maior desafio para alcançar os muçulmanos na Europa e em primeiro lugar, amá-los como Jesus amou: "Há uma lacuna cultural, que nós fortalecemos, porque mal os cumprimentamos, e não os aceitamos. Esperamos que eles se integrem, mas devemos aceitá-los com são, tentarmos sermos amigos, ajudá-los com o idioma, com as compras, essas pequenas coisas. Mas ao menos devemos cumprimentá-los na rua. As pessoas na Holanda não fazem isso. Então, devemos aceitá-los antes de integrá-los. Talvez depois possamos apresentar Jesus com nossas palavras, mas antes devemos fazê-lo com nossas atitudes." Declara.
O Irmão André disse que outra chave para alcançar os muçulmanos é encontrá-los em um ponto em comum: "Eu normalmente trato com eles quando estão passando por momentos de muita necessidade, como quando foram deportados, estão em campos de refugiados, hospitais, prisões, onde eles precisam de ajuda. Eu não posso simplesmente dizer ´Aqui estou, e agora vocês vão me ouvir. Eu conheço a verdade.´ Para eles, essa não é a verdade, eles têm a própria. Eles precisam ver meu coração."
Agora, na idade com que muitas pessoas já teriam se aposentado, a ANS perguntou por que o Irmão André continua viajando para todos esses lugares: "Eu não tenho escolha", respondeu ele. "O apóstolo diria: ´O amor de Cristo me constrange´. Sempre me sinto mal se fico em casa. Fico feliz quando estou nesses lugares".
"Minha oração e esperança é para que a próxima geração continue esse trabalho, que é a única razão pela qual estou aqui." Portas Abertas | Portal Adorando