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15 novembro 2009

O deserto




O deserto, diferentemente do que alguns podem pensar, não é um lugar de solidão, mas, sim, de encontro. É na experiência do deserto que somos levados a nos encontrar com nós mesmos e com Deus. Sem dúvida, é estranho imaginar que não nos conhecemos. Afinal, convivemos com nós mesmos o tempo todo! Contudo, geralmente nos esquecemos de que o nosso coração é extremamente enganoso. Por vezes sem conta, ele nos prega peças, ele nos engana, ele nos ilude, ele nos faz pensar que somos o que não somos e que temos o que não temos.

Muitas pessoas são levadas a imaginar que são boas porque fazem coisas boas. Contudo, o que muitas pessoas podem não perceber é que fazem coisas boas, não por causa dos outros, mas, sim, por causa delas mesmas. Ajudam os outros por egoísmo ou vaidade: ou querem aliviar a consciência de alguma culpa ou desejam ser admiradas pelo que fazem. Outros, por sua vez, podem ajudar por simples motivação política, e, não, porque amam alguém e se importam com o povo.

Por isso a experiência do deserto é fundamental para a caminhada cristã. Enquanto o coração tenta nos esconder de nós mesmos, Deus usa o deserto para nos levar ao encontro daquilo que realmente somos. Percebemos que aquilo que imaginávamos ser não é aquilo que realmente somos. No deserto, nós somos desmascarados e as realidades mais escondidas do nosso coração são trazidas para fora. Aqueles quartos da nossa alma, que durante anos permaneceram fechados e “protegidos” pela escuridão, têm as suas portas abertas e seus segredos revelados.

A ira, outrora oculta, é revelada. A ansiedade, antes guardada na escuridão, vem para fora. A arrogância, que antes se escondia atrás de uma falsa humildade, vêm à tona. O medo, que se ocultava atrás de vestes de coragem, mostra a sua força. A liberalidade, que parecia tão altruísta, mostra-se como fruto do egoísmo. A santidade, que parecia motivada por amor a Deus, revela-se motivada pelo apego ao legalismo. No deserto, as portas do coração são escancaradas e o manso pode revelar-se iracundo; o tranquilo, ansioso; o humilde, arrogante; o corajoso, cheio de medo; o altruísta, egoísta; e o santo, legalista.

Quando o povo de Israel estava para entrar na Terra Prometida, o Senhor lhes falou sobre o deserto como esse lugar de encontro do homem consigo mesmo: “Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos” (Dt 8.2).

Não era Deus quem precisava conhecer o coração dos israelitas. Deus conhece todas as coisas, inclusive as profundezas do coração do homem. para o deserto. Mas eram os israelitas quem precisavam se conhecer a si mesmos. E por isso, Deus os levou ao deserto! Eles precisavam descobrir quem eles realmente eram! Eles não se conheciam de fato!

Depois de terem saído do Egito, os israelitas fizeram aliança com Deus e proclamaram em alta voz que eram e sempre seriam fiéis e obedientes a Deus. Contudo, a experiência do deserto revelou o contrário acerca desses homens e mulheres. Repetidas vezes, eles mostraram que, no seu coração, eles eram murmuradores, inconstantes e desobedientes. O deserto foi o lugar onde os israelitas puderam saber quem eles realmente eram e o que estava guardado em seus corações.

Por outro lado, o deserto é também o lugar do encontro com Deus. É somente nesse lugar onde as nossas fraquezas são expostas, as nossas forças se acabam, os nossos argumentos cessam, a nossa beleza vai embora, o nosso dinheiro desaparece, os nossos limites são revelados e a nossa humanidade se manifesta; é somente nesse lugar que reconhecemos a nossa necessidade de Deus. E, para a nossa surpresa, os nossos olhos são abertos para percebermos que Deus sempre esteve ali, do nosso lado, aguardando o momento em que buscaríamos por Ele. O deserto é o lugar onde percebemos que Deus está sempre perto e sempre disposto a graciosamente se encontrar conosco.

Por: Ana Paula Valdão BEssa [Via: Blog da Ana]

22 julho 2008

No Limite

Por Nívea Soares


Não sei se você já teve aquela sensação de ter chegado ao seu limite. Ao limite das forças, da paciência, da esperança ou dos recursos, sem contudo alcançar o que se espera. Pois é. O limite, o muro, a fronteira entre a nossa realidade e algo além, pode ser um convite à desistência e ao retrocesso ou uma oportunidade para um crescimento, um progresso, um avanço ou conquista sobrenatural. Nosso Deus pela Sua infinita misericórdia, lida com nossa teimosia e auto-suficiência. Por vezes, Ele nos permite chegar no nosso "limite", no fim das nossas forças, onde não temos mais recursos próprios para seguir.


No livro de Lucas no capitulo 8, a partir do verso 40, lemos a história da mulher que tinha um fluxo de sangue, uma hemorragia constante a 12 anos, que não conseguiu ser curada por nenhum médico apesar de ter gasto com eles todos os seus recursos. Paralelamente lemos a história de Jairo, que enfrenta a difícil situação de ter uma filha à beira da morte, sem ter o poder de mudar sua realidade. Ambos estavam no seu limite. Não tinham mais o que fazer humanamente. Já tinham gasto seu dinheiro, suas forças, noites sem dormir, já tinham feito o que era possível fazer no natural. Agora, precisavam de uma atuação sobrenatural, um poder sobre humano, precisavam de Jesus. Ele era sua única resposta.


Tinham com certeza, ouvido a respeito dos milagres e das maravilhas que Ele fazia, da bondade e da compaixão com que Ele tratava as pessoas, da humanidade e amor com que Ele lidava com os que eram considerados indignos naquela sociedade. Com certeza a fama de Jesus chegou até eles. Talvez O tenham até ouvido pregar sobre o Reino de Deus e Sua justiça. Foi então que eles confiaram que Jesus era poderoso o suficiente para resolver o que eles não podiam mais resolver. Eles creram nEle. Creram no Seu caráter, na Sua bondade e misericórdia, e o que era impossível humanamente se tornou possível para eles. As barreiras da doença e da própria morte foram rompidas pelo poder infinito de Jesus. "Tem bom ânimo filha", disse Ele a mulher, " A tua fé te salvou; vai em paz"(Lucas 8:48).


Chegamos ao nosso limite? É tempo de andar em fé. E ter fé é confiar no caráter santo do nosso Deus. Crer na Sua soberania apesar das circunstâncias adversas. Crer que Ele é fiel apesar dessas circunstâncias. Ter fé é crer que Ele é poderoso o suficiente para transformar quaisquer situações e também para transformar nossas vidas através das circunstâncias adversas. O alvo de Deus é nos transformar. Em se tratando da igreja brasileira, de nós mesmos não temos forças para gerar esta transformação. Não quero aqui perder tempo enumerando os muitos problemas que temos como igreja, mas podemos sentir que chegamos no nosso limite. Nossas "fórmulas secretas evangélicas" não funcionam mais, nossos atalhos só nos levaram pro buraco e nossos brinquedinhos e distrações somente nos levaram para longe de Jesus. Nossas tentativas de crescimento desenfreado se voltaram contra nós, e de repente nos vemos de cara com uma igreja que mais se parece com um grande "monstro de Frankenstein" cheia de remendos feitos com pedaços de metodologias que "um dia deram certo". Me lembro das palavras de Jesus aos discípulos de João (Marcos 9:16 e 17):" Ninguém coloca remendo de pano novo em veste velha", pois a roupa vai com certeza se rasgar e ficar horrível e tambem "ninguém coloca vinho novo em odres velhos", porque o odre vai se rasgar e o vinho se perderá. Chegamos no nosso limite! Vamos admitir: é melhor fazer do jeito de Deus. Precisamos dEle! Precisamos que Ele faça, pois nós não sabemos fazer! Nós não sabemos como consertar a igreja, Ele sabe! Aliás, Deus não faz remendo, Ele transforma em algo novo, em natureza nova.


Neste muro em que chegamos não podemos desistir, mas precisamos tirar os nossos olhos do muro e das nossas limitações e colocar nossos olhos no Senhor Jesus. Crer nEle, em Seu caráter e deixar que Ele exerça Sua especialidade:Ser Deus! Ele é Santo, poderoso, misericordioso, amoroso , justo e fiel para nos transformar na Sua noiva santa sem mácula e sem ruga. Ao chegar no lugar da limitação, só podemos dobrar nossos joelhos em humilhação diante do Senhor todo poderoso, nos arrependendo de nossas tentativas falsas de sermos independentes dEle. Sim, é tempo! Tempo de deixar as cisternas rotas que não retêm agua e de retornar à única e eficaz fonte de águas vivas: Jesus. Ele é o Senhor! Todas as coisas subsistem por Ele! Ele é o milagre do qual precisamos. Carecemos da Sua presença , da Sua glória, do Seu Espírito agindo com liberdade entre nós, nos fazendo vencer o impossível , somente para a Sua glória.


No amor do Pai
Nivea

www.niveasoares.com

23 abril 2008

Abandonados...

Acordei pensando em Jonas... Quando Deus mandou ele ir a Nínive falar com aquele povo cruel e Jonas não quis ir... Sabe até comentei outro dia com Pilet... Onde estão os ministros de louvor que vez ou outra vinham ao Rio de Janeiro dar uma canjinha pra gente? Traziam sempre vinho novo pra nós? Bebiam conosco... Traziam o pão que nos alimentava... Onde estão as palavras de revelação para este tempo? O novo de Deus que tanto ansiamos? Todos sabemos a situação do rio de Janeiro nestes últimos meses... SECA TOTAL!
É Nínive, oops Rio de Janeiro nenhum profeta quer vir até a ti... L
Hoje acordei com uma palavra ecoando em meu pensamento... ABANDONO
... E lembrei daquela palavra que nos alerta assim:
“Buscai ao Senhor enquanto se podes achar”
Será que chegou a hora que não o encontraremos mais?
A palavra abandono ainda ecoa na minha cabeça... To aqui escutando Cirilo... Lembrando dos dias de cheia no passado... Os congressos de adoração... Os de profético apostólico... Eu caída no chão ou pulando que nem pipoca no meio da multidão... Pior é que não consigo sair do Rio de Janeiro pra ver se é somente por aqui que esta este deserto ou se está assim também em outros lugares... E o que virá pela frente ninguém sabe... É somente o segundo ano... Vem coisa ainda pior por ai... Os Sambalaques e Tobias tentam parar a obra de reconstrução do muro... E da nossa boca não pode parar de sair o louvor... E em contra ataque a essa voz que ecoa me dizendo que fui abandonada meu coração bate gritando pro meu corpo todo ouvir:

“Pois não recebestes o espírito de escravidão para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!”. Rm 8:15
O que temos pro futuro?

“Para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” Rm 8:18
É acho que depois dessa vou parar de comparar a glória que passamos no passado, já que ela nem se compara com o que Deus tem preparado para nós... Afinal Deus não leva ninguém para o Deserto pra morrer nele não é? A não ser que nos rebelemos contra ele... Os Josués e Calebs que crerem e forem fieis ainda tem chance de entrar na Canaã celestial e receber enfim a coroa de glória e a vida Eterna... Sim isso é importante pra aqueles que crêem o resto é o resto! Pode vir tempestade, seca, praga... Eu amo meu Deus e sei que tudo que Ele faz é o melhor pra minha vida!
Shalom a todos... Acalmem-se... Ele ainda está por aqui!
By July Sanper

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